segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Já sabes o nome agora passeia-te com ela.

No outro dia, à tarde lá estavam eles frente a frente.

Foi num momento assim que ele a olhou de alto abaixo.

Ela tinha uma camisola às riscas horizontais azuis escuras e brancas e suspensórios das mesmas cores, uma saia vermelha, e sapatos vermelhos. Na cabeça, com alguns ondas negras a sair, estava uma boina vermelha francesa.

Nas mãos, Françoise levava uma mala vermelha. O rosto ia maquilhado como habitualmente.



Vincent achava o estilo dela tão único, mas tão bonito ao mesmo tempo. Ficava-lhe bem embora fosse pouco usual.



Deram o braço a sorrir e lá foram eles passear pelo Sena calmamente no Bateau-Mouche .

Françoise como sempre, estava alegre e descontraída.

Vincent por outro lado, estava cada vez mais encolhido. Mais nervoso.

Ela sentava-se mais próxima dele, e ele afastava-se sorrateiramente. E ela voltava a aproximar-se e ele outra vez afastava-se. Isto até que ou se aproximava mais de uma velhinha algo feia (feia é favor), ou então deixava que Françoise se encostasse a ele. Acabou por preferir Françoise.

E ela lá lá se encostou e a sorrir olhou para ele dando-lhe pequenos encontrões. Ele algo encolhido acabou por se habituar àquele maravilhoso perfume e àquele cabelo negro e ligeiramente ondulado maravilhoso, aos dóceis encontrões e à brincadeira.

Até sorriu e até se sentiu bem, apesar de estar vermelho que nem um tomate.

Lá se rendeu e pôs o braço nos ombros dela.

Ela riu.



- Finnally! (Finalmente!) - Disse ela a rir.



- What? (O que foi?) - Perguntou ele nervoso.



- Do you trust me? (Confia em mim?)



- Yes, of course. (Sim, claro!)



- Why do you avoid me? All my friends like to give hugs and give hands and be close to each other. Why are you so afraid to touch another human being? (Porque é que me evita? Todos os meus amigos gostam de abraçar e de dar mãos e de estar perto uns dos outros. porque é que tem tanto medo de tocar outro Ser Humano?) - Perguntou ela. E ele sorriu-lhe.



- I'm not used to human contact. (Não estou habituado a contacto humano.) - Ela sorriu-lhe e acariciou-lhe o rosto.



- We'll change that. (Vamos mudar isso.) - Disse ela rindo. E ele por um impulso qualquer deu-lhe um abraço.

- Better now? (Melhor, agora?) - Perguntou ele a sorrir com o chapéu ligeiramente de lado, o que lhe dava um toque boémio.

- It was a quick change... Much better, no doubt. (Foi uma mudança rápida...Muito melhor, sem dúvida.) - Disse ela divertida.



E ele também riu. Françoise espetou-lhe com um beijo no rosto e deixou lá a marca do bâton vermelho.



Mas voltou a beijá-lo no mesmo sítio.



- Now it's perfect... (Agora está perfeito...) - E desataram os dois a rir como criancinhas que tinham acabado de fazer uma grande e divertida asneira.

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