domingo, 24 de outubro de 2010

Maldito Domingo!

Vincent andava às voltinhas dentro de casa.
Ora bebericava chá de menta, ora olhava para a janela, como um cão à procura do dono que saíra para ir às compras.
Ah, mas espera aí!
Hoje é dia de missa!
Aventurou-se a ir correr as capelinhas todas de Paris.
Mas é óbvio que não chegou a correr todas e em nenhuma encontrou la belle fille que o tinha atendido na mercearia.
Mais tarde já depois do almoço que cozinhara para si próprio, (e ele não era grande cozinheiro, por isso passou fome de rato), saiu e qual não foi a sua surpresa quando a viu passar na sua rua, em cima do volante de uma bicicleta conduzida por um homem enorme.
Vincent olhou para si próprio. Um murro daquele homem esmaga-lo-ia se se atrevêsse a meter-se com a namorada.
E ela ia alegre e contente sujeita a cair de nariz no chão. Mas o que importava era viver (e sobreviver para contar.).
Vincent foi atrás deles e lá ouvia de vez enquanto um Pardon Monsieur!, ou um Excusez nous! E ouvia também duas vozes a cantar alegremente modinhas francesas, coisas que lembram infância e juventude.
Vincent sentou-se nos degraus do seu prédio e lá se ficou a pensar na rapariga.

Sem comentários:

Enviar um comentário